sexta-feira, novembro 25, 2011

Uma amostra do nosso 7º livro!! - Inventado:

Olá!! 
Eu sei que todos nós estamos a morrer de curiosidade,
e queremos o 7ºlivro da saga de perferência neste preciso momento!!


Não desesperem!!
Podemos não ter noticias do verdadeiro 7ºlivro, mas quem disse que não podemos inventa-lo?


E é a Margarida, que nos traz este maravilhoso inicio do 7ºlivro, escrito por ela.
Espero que gostem...

AQUI está Ele:
*.*

" Sentei-me cautelosamente numa rocha perto do mar. Depois de muitos dias num barco custava-me andar em terra firme. Inspirei fundo mas o familiar e doce ar da floresta não me chegou aos sentidos. Não havia odor que me acalmasse o espírito, nem paisagem que me respondesse a perguntas.
- Vamos.
Já não me assustava com as chegadas silenciosas do meu… primo. Durante aquela travessia ele tinha sido o único com quem conversara e o único que se aproximara de mim. Levantei-me e ajustei aquela mantilha ridicula que me impedia de respirar decentemente.


Erebus apoiou-me a subir as rochas escarpadas pois não tinha força suficiente. O Povo do Fogo, atrás de mim, demonstrava mais agilidade do que era suposto nos seus enormes corpos.
- Sê bem-vinda à ilha do Povo do Fogo! – A voz fria e falsamente amável ainda me causava arrepios, cada vez que a lembrava. Mas a minha memória não lhe tinha feito justiça. A voz era ainda mais assustadora que nas minhas memórias.
Empinei o nariz, agarrando com força a única réstia de coragem que me restava, e acabei o caminho que me levava ao feiticeiro que, há tantos anos, tinha levado o meu irmão para a ilha dos feiticeiros.


Num segundo, ele estava junto a mim. O seu olhar azul, como o da minha mãe, mas frio como uma lâmina furava a mantilha e olhava directamente para os meus olhos. Tive de me concentrar para manter a ilusão de que era Oriana, Sacerdotisa dos Penhascos.
Para meu alívio, Sigarr desviou o olhar para o Rei do Povo do Fogo.
- O que aconteceu à nossa ilustre Amora?
- Ela morreu. O Sacerdote…
O olhar de Sigarr regressou ao meu.
- E como é que a sua querida Sacerdotisa morreu? – Perguntou amavelmente.
- Eu não vi nada. – Gaguejei a custo. – Eu só a vi estendida na sua cama… - Abafei a voz numa conviente imitação de choro.


Ouvi o riso abafado de Erebus mas não me virei pois Sigarr continuava a observar-me atentamente.
- Tragam-na. Vamos acomodar a nossa convidada. – Virou-se e começou a andar, falando por cima do ombro. – Não tenho aqui a casa acolhedora que tinha na Aldeia de Grim, mas agora também não poderíamos ir para lá. Por esta altura já deve estar totalemente destruida, juntamente com a Aldeia do jarl Eric. – Sorriu.
Senti as garras de Erebus a rodearem o meu braço e a puxarem-me.
- É verdade? – Perguntei baixinho.
Ele acenou imperceptivemente mas não comentou nada.


Olhei à volta e percebi que aquele deveria ser o local onde o meu pai, com a ajuda da minha mãe, tinha derrotado Vulcan e Sigarr. Sustive a respiração ao ver um círculo negro, perfeiro, no chão. Deveria ter sido o círculo de combate entre eles, delimitado por flamas mágicas.
- Já ouviste com certeza a tua mestra a falar da épica batalha que permitiu ao néscio do meu aprendiz ficar com a lágrima da lua. – Sorriu, para minha surpresa. – Mas não te preocupes. Em breve ela regressará para o seu legítimo dono. Com toda a justiça. Como os bons querem. – Tornou a sorrir trocista.
Voltou-se para outro ponto daquela arena.
- Quantas recordações este lugar te trazem. Não é criatura néscia? – Os pelos do meu braço arrepiaram-se ao ouvir o se riso.


Quando vi para onde o olhar de Sigarr se dirigia senti um pontapé no estômago. Um homem era transportado por uma criatura do Povo do Fogo. A cabeleira loira tapava-lhe a cara mas as marcas da linhagem mágica eram bem visíveis.
Sigarr aproximou-se e agarrou a única madeixa do cabelo rubra, puxando a cabeça dele para trás. Os olhos verde-floresta fixaram-se em mim um istânte antes de se fixarem no azul de Sigarr.


- Contempla, néscio aprendiz, a minha obra. – Falava como se se tratasse de um deus. Sorriu satisfeito. – Desprezaste tudo o que te dei, por isso sempre foste fraco. Por isso a tua mãe te queria matar. Mas o teu filho, herdou o melhor de ti e da sua avó. E ele aceitou o que eu tinha para lhe ensinar. – Fez uma pausa para apreciar a cara dele. – Devo dizer que ele é bem melhor que tu.


Não conseguia conter as lágrimas e deixei-as correr silenciosamente.
- Aquele é o meu pai. – Sussurrei só para Erebus. – Salva-o, por favor.
Afinal a minha mãe tinha razão. Edwin não estava vivo. Mas este destino era bem pior que a morte.
- Curva-te a meus pés, Loki. E terei compaixão de ti.
O meu pai cuspiu-lhe no rosto e pensei que isso ainda fosse piorar tudo. Para minha surpresa, Sigarr gargalhou.
- Essa é, sem dúvida, a melhor parte de ti.
Ergueu a mão e vi, sem conseguir respirar, o meu pai a elevar-se no ar, na minha direcção.
- Aprecia a companhia! De certeza que te recordas da púpila da tua esposa guardiã. É uma pena que ela nunca mais a possa ver…


Edwin olhou rapidamente para Sigarr.
- O que estás a dizer? – Percebi que a sua voz estava por um fio.
- A tua esposa foi morta! Gostaria de ter visto a linda guardiã a padecer…
- Tu não o fizeste! – Havia um estranho tom na voz do meu pai que eu nunca tinha ouvido. O tom mais desesperado que eu alguma vez tinha ouvido em toda a minha vida.
- Fiz, criatura néscia! E nem terás corpo para enterrar. A ilha dos penhascos está totalmente destruida pelo fogo dos meus homens.
- Não! – Nem percebi como é que a minha voz tinha saído. Vi a cabeça do meu pai a girar rapidamente na minha direcção. Percebi que a ele eu não consegui enganar.


Erebus tapou-me a boca mas o seu mestre impediu-o.
- Deixemos a Sacerdotisa de uma ilha que já não existe falar! – Sorriu e fitou-me expectante.
Cerrei os dentes para não falar, mas as palavras já estavam a sair em catapulta:
- Eles prometeram que deixariam o meu povo em paz! Foi por isso que eu me entreguei!
O meu pai estava confuso.
- Tu entregaste-te? Como pudeste fazê-lo?
- Ora, ora! As forças do bem estão em conflito? – Parecia deliciado.
- Eu sou Oriana, a Sacerdotisa dos Penhascos. Não podia deixar o meu povo padecer. – Ergui o queixo e endireitei os ombros, apesar de me lembrar, a cada instante, daquilo a que sujeitara a verdadeira Sacerdotisa para a salvar.
Edwin olhou para mim muito desconfiado mas não tornou a falar.
- Agora que esta agradável reunião de família acabou, vamos alojar-nos.


Correntes de magia negra ataram-me os pulsos e os tornozelos até quase não conseguir andar.
Erebus carregou-me até uma gruta, seguindo o meu pai e Sigarr.
- Erebus.
- Mestre. – Ele fez uma vénia.
- Vigia-os. Quero-os bem vivos para apreciarem a minha obra.
Erebus fez uma nova vénia e Sigarr saiu daquela gruta. Abafei um grito ao sentar-me. A rocha estava muito quente.


Edwin já estava habituado e olhou para Erebus.
- Quem és? – Perguntou. Não obteve resposta. Olhei para o meu primo em busca de permissão e ele acenou.
- O seu nome é Erebus. Ele é teu sobrinho. – Pigarrerei e desviei o olhar do olhar espantado do meu pai. – Filho da rainha Estrid.
- Tu sempre sobreviveste… - Murmurou para ele. Depois tornou a olhar para mim. – Como está a…
- Oriana? – Completei. Ele olhou ainda mais espantado para mim. Por precaução baixei o tom de voz. – Ela está bem, espero. – Erebus permaneceu calado.
- Kelda? – Murmurou o meu pai a medo. Eu acenei. – Como é possivel?
- Fiz uma coisa horrivel! – Solucei sem me conseguir conter. – Eu tinha de a salvar. Eu tive uma visão. – Continuei a justificar-me. Contei a visão que tinha tido e como Lysander se preparava para ir para os navios e que não acreditava em mim. E depois contei-lhe o que tinha feito.
- Uma decisora deve decidir. – Conclui como a minha mais forte justificação ao facto. Apesar de, naquele momento, a minha justificação parecer demasiado fraca no meio de todo aquele vendaval.


Ele repetiu, também, a frase que a Pedra do Tempo me dissera há tanto tempo atrás.
Edwin ficou muito tempo a olhar para o meu corpo soluçante.
- Diz alguma coisa, pai! Por favor. – Supliquei.


- Como é sabias magoar assim as pessoas? Como é que aprendeste? – Edwin agarrou-me pelos ombros e agitou-me levemente.
- Creio que foi o exame que vocês pediram à rainha Lyria para me fazer. – Lancei-lhe um olhar irado e expliquei-lhe o que Lysander me tinha explicado há quatro anos.
Edwin encostou as costas à rocha atrás dele para se recompor.
- A Edwina… - A sua voz não era mais que um gemido e a dor era tão grande que me fez abafar um soluço.
- A mãe estava bem. E viva. Pelo menos até eu ter saido da ilha. E, pai. Ela não deixou de acreditar que tu estavas vivo. – Murmurei com vergonha por a ter abandonado.
- A ligação que partilho com a tua mãe é muito forte. – Ele sussurrou, repetindo o argumento que ela me tinha dado.
- Pai? Podes perdoar-me?


O olhar verde-floresta fixou-se em mim durante muito tempo e depois deviou-se para Erebus.
- Tu tens magia negra dentro de ti. Tu magoaste pessoas Kelda!
- Eu sei! – Percebi que estava a suplicar e parei.
Edwin não retirou o olhar de Erebus e as suas palavras cairam sobre mim como água gelada no pico do inverno:
- Eu não te posso perdoar. Não enquanto não tiver Halvard nos meus braços vivo ou morto. Não enquanto não reparares os teus erros.


Não permiti que as lágrimas caissem e sentei-me direita contra a rocha. Só aí deixei que a escuridão me envolvesse. Não senti a pancada no chão... "
Margarida

FIM


Soube bem não soube?
Por uns minutos voltas-te a este nosso mundo único e queres mais...

Então comenta! ;)

7 comentários:

Sara Costa disse...

Margarida obrigada por este bocadinhoooo, gostei mesmo! Ainda por cima no meio de tanta espera soube mesmo bem, mas nós todas queremos é o verdadeiro não é? ai ai....
Mas até lá é bom haver fãs como tu que nos vão saciando a sede com este espectaculares fanfics XD

Su' » do: mundo sandra c. disse...

concordo sarita :D

Anónimo disse...

obrigada,por nos dares um pouco desta maravilhosa magia,adorei.

gabriela

ritaa disse...

uando sai o livro afinal? alguem sabe?

Su' » do: mundo sandra c. disse...

não infelizmente nada

rita disse...

okok ...é que ja ti9nham dito que seria em dezembro.....mas

Su' » do: mundo sandra c. disse...

tal como já tinha dito, infelizmente não tmeos qualquer contacto por parte da autora, mal mal tivermos informação podem contar connosco para a disponibilizarmos no blog ^=D